Como explicar algo que não tem explicação?
Infelizmente, não tenho resposta, pois a questão vem do coração
De onde eu vim, conversávamos pelos olhos e pelo sorriso
Então, dependendo do olhar, já denotava-se o que era preciso
Sonhei com uma linda estrela cadente na noite passada
Na noite seguinte, olhei pelo vidro e a vi no céu da madrugada
Se eu encontra-se uma lâmpada, me concederia um único pedido
Eu pediria que, para sempre, essa lâmpada estivesse comigo
Eu nunca econtrei uma lâmpada mágica, mas eu aprendi a fazer
É só imaginar que ela existe na mente, e os desejos, assim receber
Mas, teria que tomar cuidado e nem todo desejo poderia-se desejar
A vida também é feita de tempestades, professores sábios a nos ensinar
Viriam desejos de dor, de amor, de ódio ou de paz
O ser humano é louco e só ele sabe do que uma mente insana é capaz
Falar de sentimentos é um pouco difícil, pois isso é tão pessoal...
Cada um sabe qual é o seu grau de emoção, não existe emoção geral
MI CASA, SU CASA: WELCOME TO MY WORLD!
Neste blog exponho frases que, teimosamente, vivem surgindo do nada em minha mente independente. E como este é o meu espaço, sinto-me confortável para transformar estes pensamentos em escritas.
Gostaria de dividir uma pequena parte disto com pessoas que queiram participar deste meu mundo paralelo - mundo este que existe desde que eu era apenas uma pequenina criança sonhadora...
Em resumo, sinta-se à vontade e frequente este humilde espaço que, carinhosamente, chamo de "doce lar".
Gostaria de dividir uma pequena parte disto com pessoas que queiram participar deste meu mundo paralelo - mundo este que existe desde que eu era apenas uma pequenina criança sonhadora...
Em resumo, sinta-se à vontade e frequente este humilde espaço que, carinhosamente, chamo de "doce lar".
Entre, sente-se e tome uma xícara imaginária de café comigo, enquanto eu lhe conto algumas histórias!
;D
Todo o conteúdo aqui postado (incluindo fotos e desenhos) é de minha autoria e pertence única e exclusivamente ao meu acervo pessoal.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Eu Posso? Eu Vou.
Se eu quero
Eu posso
Eu faço
Eu vou
Se eu sonho
Eu venho
Eu penso
Eu sou
Cobiço?
Desejo!
Almejo!
Começo.
Desisto?
Termino!
Excluo!
Encerro.
Se eu busco
Eu luto
Eu venço
Eu falo
Se eu perco
Eu sinto
Eu choro
Eu calo
Cobiço?
Desejo!
Almejo!
Começo.
Desisto?
Termino!
Excluo!
Encerro.
Se eu ganho
Eu tenho
Eu lucro
Eu brindo
Se eu gosto
Eu vejo
Eu amo
Eu vivo
Cobiço?
Desejo!
Almejo!
Começo.
Desisto?
Termino!
Excluo!
Encerro.
Se eu quero,
Eu posso.
Se eu sou,
Eu vou.
O Sangue que Caiu do Céu
O sangue que escorre nos meus braços tem a ver com nossa ilusão
Espero que ultrapasse o meu poder de não pensar em toda confusão
Você teve a chance de mostrar toda a impureza que me escondeu
Mas, sempre preferiu apunhalar-me com promessas que me prometeu
Não quero que você chegue a achar que eu te dei uma imprevisão
Eu sempre soei clara, fiz de tudo pra passar-te toda a atenção
Agora, eu cansei, não quero mais, você perdeu meu mais feliz, meu bem
E quando eu decido não há tempo pra voltar e implorar-me além
Eu sei, não adianta lamentar, pois o que foi perdeu-se na prisão
Agora o que me resta é só o medo de morrer junto com a solidão
Feliz será aquela que não teve, não conhece o mau que fez pra mim
Mentiras, absurdos infundáveis, inconclusos que nos trouxe o fim
Engula este choro, não me faz amolecer com minha decisão
Devia ter pensando, não ter feito essa desgraça no meu coração
Se o sangue fosse só entre meus braços, estaria sem me preocupar
Porém, ele escorre, extravasa, se espalha sem se importar
Eu tive uma idéia, vou fingir que não existe e nada aconteceu
Fugir pra algum lugar que não conheço e esquecer que já me entristeceu
Pegadas deste sangue em desespero são as provas que eu não pedi
Se ao menos eu soubesse antes de acontecer, eu não estaria aqui
Eu xingo, eu maltrato, eu debato, mas não serve pra aliviar
Não sei mais o que faço, se me imploro, se me obrigo: nunca mais amar
Agora está chovendo e molhando todo o sangue que caiu do céu
Te peço que recorde que um dia te joguei dentro de um mar de mel
sábado, 30 de abril de 2011
Quando imaginei mudar o mundo
As vezes eu penso que poderia mudar o mundo, se eu quisesse
Mas, quando caio na real, vejo que não posso mudar nem minha presença
As coisas acontecem de forma natural e não merecem
Receber a interferência de um alguém sem paciência
Por que a vida nos deixa tantas questões para se entender?
O porquê, não nos cabe procurar, pois sim, não há
Há coisas que não existem explicações para um saber
Pois não teríamos condições de entender ou aceitar
Num pedaço de papel em branco estava escrito:
“O que é certo e o que é errado, nessa vivência, minha senhora?”
A resposta estava no verso, em letras grandes e em negrito:
“Não existe certo e errado, dependendo de como é o agora”
O sol pode ser belo, pode ser alegre e deixar tudo claro
Mas, quando a chuva vem e encharca todo o verde da natureza
Enquanto o cheiro de terra molhada sobe até nosso olfato
Os mais sensíveis percebem como a chuva é, também, uma fortaleza
Nem tudo é perfeito, mas temos que tentar melhorar o que der
Quem desiste antes de lutar, ou antes mesmo de pensar em começar
Assina o extenso atestado do covarde sem a fé
Provando a incapacidade de se deixar melhorar
Quando imaginei mudar o mundo e vi o quão seria complicado
Descobri, após semanas, que não existe essa mudança ignorante
Então, vivemos nossas vidas com a certeza só do passado
Buscando esse futuro enquanto é tempo de seguir adiante
Óia eu aqui
Óia eu aqui
Mais uma vez
O que que foi
Que você fez
Não tô legal
Tomo café
Depois licor
Depois mais "mé"
Gosto de tu
E de escrever
Também falar
E também ler
Se sô legal
Vão me enganar
Se sou ruim
Vão me chingar
Eu acordei
Ainda bem
Se foi o sol
A lua vem
Cansei de mar
Eu quero flor
Eu vou fugir
Pra onde eu for
Mais uma vez
O que que foi
Que você fez
Não tô legal
Tomo café
Depois licor
Depois mais "mé"
Gosto de tu
E de escrever
Também falar
E também ler
Se sô legal
Vão me enganar
Se sou ruim
Vão me chingar
Eu acordei
Ainda bem
Se foi o sol
A lua vem
Cansei de mar
Eu quero flor
Eu vou fugir
Pra onde eu for
O hoje é
Mais atual
O amanhã
Nunca é igual
Eu quero ser
Mais eu já sou
Não vou ser mais
Pois eu já vou
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Ser Feliz
Por que quando estamos felizes ficamos bobos?
Tudo vira piada... Tudo fica engraçado?
Quando estamos felizes pedimos pouco
A vida não é parada, o triste não é comentado
Eu gosto de estar feliz, me sinto bem
O simples é divertido! O tempo passa depressa
Pois quando eu estou feliz percebo bem
Que tudo será bem vindo. Que a hora não quer conversa
Se além de estar feliz, eu tenho amor
Ai é que eu fico besta! Aí é que rio à toa
Pois nada estraga o dia, eu sou uma flor!
A vida me traz clareza! Não sei o que é a dor
Ser feliz não parece fácil, mas é!
É só tomar mais cuidado. Escolha com atenção
Ame mais. Questione menos. Tenha fé.
Não siga o caminho errado. Nada é em vão!
Tudo vira piada... Tudo fica engraçado?
Quando estamos felizes pedimos pouco
A vida não é parada, o triste não é comentado
Eu gosto de estar feliz, me sinto bem
O simples é divertido! O tempo passa depressa
Pois quando eu estou feliz percebo bem
Que tudo será bem vindo. Que a hora não quer conversa
Se além de estar feliz, eu tenho amor
Ai é que eu fico besta! Aí é que rio à toa
Pois nada estraga o dia, eu sou uma flor!
A vida me traz clareza! Não sei o que é a dor
Ser feliz não parece fácil, mas é!
É só tomar mais cuidado. Escolha com atenção
Ame mais. Questione menos. Tenha fé.
Não siga o caminho errado. Nada é em vão!
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Pode Parar
As vezes o mundo chora
Por inocentes que vão embora
Injusto é não poder
Poder parar quem faz sofrer
Escola é pra aprender
Jamais, na vida, para morrer
Mas, ele não quer ouvir
Ele só pensa em destruir
Escadas passa a subir
Que dera, antes, vir a cair
A vida não é mais nada
A piedade foi massacrada
Quem disse que existe fada?
Até a morte ficou chocada
Covarde endiabrado
Em sua carta quis ser coitado
Agora, tornou-se um rato
No IML, abandonado
Errando que se aprende
Mas, não fazendo como um demente
Notícia que surpreende
Ficou contente? Como indigente?
Justiça se faz na terra
Palavras de desabafo
Palavras triste de desagrado
Não creia que está findado
O seu destino está traçado
Por inocentes que vão embora
Um susto que lhe implora
Suplica vida, pede uma esmola
Poder parar quem faz sofrer
Escola é pra aprender
Jamais, na vida, para morrer
Mas, ele não quer ouvir
Ele só pensa em destruir
Escadas passa a subir
Que dera, antes, vir a cair
A vida não é mais nada
A piedade foi massacrada
Quem disse que existe fada?
Até a morte ficou chocada
"Eu sinto, há algo errado!"
A mãe de peito amargurado
"Meu mundo está parado
Meu filho morto! Foi baleado!"
O sangue jorrou na hora
Desgraça dentro, tristeza fora
O homem não ia embora
Ia matar bem mais que agora
Covarde endiabrado
Em sua carta quis ser coitado
Agora, tornou-se um rato
No IML, abandonado
Errando que se aprende
Mas, não fazendo como um demente
Notícia que surpreende
Ficou contente? Como indigente?
Justiça se faz na terra
Ninguém impune durante a guerra
A chama de uma vela
Queimando a alma da besta-fera
Palavras de desabafo
Palavras triste de desagrado
Não creia que está findado
O seu destino está traçado
segunda-feira, 21 de março de 2011
Um Barco Embriagado
Navego no mar de Veneza
A fim de encontrar seu amor
Meu barco não é tão seguro...
Preciso me equilibrar!
És dona de tanta beleza
E faz com que eu sinta calor
Meu barco não é tão seguro...
Preciso, cuidado, tomar!
Seus olhos são duas safiras
Competem com o azul deste céu
Meu barco não é tão seguro...
Preciso me equilibrar!
Aceito até as mentiras
Seria, para sempre, fiel
Meu barco não é tão seguro...
Preciso, cuidado, tomar!
Eu sei que bebi exagero
Queria tentar te esquecer
Meu barco não é tão seguro...
Preciso me equilibrar!
E hoje senti desespero
Pois nunca vou poder te ter
Meu barco não é tão seguro...
Preciso, cuidado, tomar!
Agora, me ponho a cantar
Vizinhos, me escutem aqui!!
Meu barco não é tão seguro...
Preciso me equilibrar!
Se eu começar a gritar
Será que ela vai me ouvir?
Meu barco não é tão seguro...
Preciso, cuidado, tomar!
Eu nunca fiquei do seu lado
E sei que é algo impossível
Meu caso é tão complicado...
E sei que eu sou invisível
Meu barco não é tão seguro...
Preciso, cuidado, tomar!
Eu vi o seu lenço cair
Peguei! Pensei em devolver
A forte tontura me pega
Não vejo mais nada ao redor
A fim de encontrar seu amor
Meu barco não é tão seguro...
Preciso me equilibrar!
És dona de tanta beleza
E faz com que eu sinta calor
Meu barco não é tão seguro...
Preciso, cuidado, tomar!
Seus olhos são duas safiras
Competem com o azul deste céu
Meu barco não é tão seguro...
Preciso me equilibrar!
Aceito até as mentiras
Seria, para sempre, fiel
Meu barco não é tão seguro...
Preciso, cuidado, tomar!
Eu sei que bebi exagero
Queria tentar te esquecer
Meu barco não é tão seguro...
Preciso me equilibrar!
E hoje senti desespero
Pois nunca vou poder te ter
Meu barco não é tão seguro...
Preciso, cuidado, tomar!
Agora, me ponho a cantar
Vizinhos, me escutem aqui!!
Meu barco não é tão seguro...
Preciso me equilibrar!
Se eu começar a gritar
Será que ela vai me ouvir?
Meu barco não é tão seguro...
Preciso, cuidado, tomar!
Eu nunca fiquei do seu lado
E sei que é algo impossível
Meu barco não é tão seguro...
Preciso me equilibrar!
Meu caso é tão complicado...
E sei que eu sou invisível
Meu barco não é tão seguro...
Preciso, cuidado, tomar!
Eu vi o seu lenço cair
Peguei! Pensei em devolver
Meu barco não é tão seguro...
Preciso me equilibrar!
Mas, nem me atrevo a pedir
Pois nunca irão conceder
Meu barco não é tão seguro...
Preciso, cuidado, tomar!
A forte tontura me pega
Não vejo mais nada ao redor
Meu barco não é tão seguro...
Preciso me equilibrar!
Esta bebedeira me cega
E agora me sinto pior
Meu barco não é tão seguro...
Preciso, cuidado, tomar!
Na noite, um barco virou
Um corpo se afoga num mar
Se um barco não é tão seguro
Ninguém poderia o guiar
O sonho de alguém terminou
Um lenço começa a boiar
Se o barco não é mais seguro
O amor não consegue salvar
segunda-feira, 7 de março de 2011
Jardineira do Amor - Quinze Anos de Amizade (Para: Evelyn)
Minha amiga é uma flor
Que me faz querer virar
Jardineira do amor
Para assim a perscrutar
Descobrir como consegue
Ser tão bela e gentil
Ensinando-me a pureza
Sendo adulta e infantil
Nós brincamos com o céu
Com o dedo a apontar
Ela é a estrela, eu sou a lua
Sempre juntas a brilhar
Evelyn, como eu te amo!
Esse amor é infinito
Você tem aquele encanto
De um lírio mais bonito
Quinze anos de amizade
Nunca irão se apagar
Dualismo, fidelidade
Que pra sempre irão durar
Admiro o seu caráter
Que nos passa segurança
Fortaleza de humildade
De nobreza e confiança
Se eu pensar muito em você
Lágrimas vão deslizar
Nem preciso lhe dizer
Basta ver em meu olhar
Escrever-te traz- me calma
Porque penso em coisas boas
Dá vontade de dançar
E de abraçar pessoas
No passado nós formamos
Uma dupla musical
E hoje, ainda, nós cantamos
Uma letra especial
A canção irá ficar
Para sempre na saudade
Nossa trilha, pra gravar
Quinze anos de amizade
Que me faz querer virar
Jardineira do amor
Para assim a perscrutar
Descobrir como consegue
Ser tão bela e gentil
Ensinando-me a pureza
Sendo adulta e infantil
Nós brincamos com o céu
Com o dedo a apontar
Ela é a estrela, eu sou a lua
Sempre juntas a brilhar
Evelyn, como eu te amo!
Esse amor é infinito
Você tem aquele encanto
De um lírio mais bonito
Quinze anos de amizade
Nunca irão se apagar
Dualismo, fidelidade
Que pra sempre irão durar
Admiro o seu caráter
Que nos passa segurança
Fortaleza de humildade
De nobreza e confiança
Se eu pensar muito em você
Lágrimas vão deslizar
Nem preciso lhe dizer
Basta ver em meu olhar
Escrever-te traz- me calma
Porque penso em coisas boas
Dá vontade de dançar
E de abraçar pessoas
No passado nós formamos
Uma dupla musical
E hoje, ainda, nós cantamos
Uma letra especial
A canção irá ficar
Para sempre na saudade
Nossa trilha, pra gravar
Quinze anos de amizade
sábado, 5 de março de 2011
Odeio o Amor
Desprezo
A alma chora
Por um olhar
Por uma esmola
A indiferença
Não vai embora
A sanidade
Já foi, agora
Tristeza
Melancolia
Lamentações
E "quem dirias"
Face molhada
Vida vazia
Estraga o pouco
Que ainda servia
Raiva
Acende a chama
Que quer queimar
Quem não nos ama
Transforma em cinzas
Queimando, clama
Acorda sono
Destrói a cama
Revolta
Nada a repor
Não mais afeto
Apenas dor
Jogar sujeira
Sobre uma flor
Dizer asneira:
"Odeio o amor"
A alma chora
Por um olhar
Por uma esmola
A indiferença
Não vai embora
A sanidade
Já foi, agora
Tristeza
Melancolia
Lamentações
E "quem dirias"
Face molhada
Vida vazia
Estraga o pouco
Que ainda servia
Raiva
Acende a chama
Que quer queimar
Quem não nos ama
Transforma em cinzas
Queimando, clama
Acorda sono
Destrói a cama
Revolta
Nada a repor
Não mais afeto
Apenas dor
Jogar sujeira
Sobre uma flor
Dizer asneira:
"Odeio o amor"
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Síndrome do Pânico
Enquanto o mundo dorme
Permaneço acordada
Espero que as horas passem
E que o dia se refaça
Horas custam a passar
Mas, as lágrimas, cair
Molhando minha face
Impedindo-me dormir
Eu tenho tanto medo
Não sei quando começou
Sei que é insuportável
E que sempre me algemou
É a Síndrome do Pânico
Vejo que não sou normal
Ninguém sabe o que eu tenho
Há começo e não final
Minha mãe já percebeu
Pelo estado do meu rosto
Eu não como, não sorrio
Mas, disfarço esse desgosto
Vou ter que buscar ajuda
Eu preciso, eu confesso
Não sei mais o que é sonhar
Da alegria, me despeço
E quem vai me ajudar?
Pois é esta a questão
Para este tratamento
Te que ouvir com o coração
Eu não olho pro relógio
O ponteiro se arrasta
Cada verso, uma lágrima
E a noite se afasta
Eu estou ficando louca
O tremor me desconcentra
Eu não tenho raciocínio
O calor e o frio aumentam
Já são quatro, no relógio
Poderia ser bem mais
Eu prefiro ver o dia
Já que a noite não refaz
Essas pálpebras pesadas
Se fechadas, tomo susto
Dá vontade de gritar
Vejo sombras, vejo vulto
O meu sonho é me curar
Desse jeito, não dá mais
Já cheguei em um buraco
Vou deixar tudo pra trás
Permaneço acordada
Espero que as horas passem
E que o dia se refaça
Horas custam a passar
Mas, as lágrimas, cair
Molhando minha face
Impedindo-me dormir
Eu tenho tanto medo
Não sei quando começou
Sei que é insuportável
E que sempre me algemou
É a Síndrome do Pânico
Vejo que não sou normal
Ninguém sabe o que eu tenho
Há começo e não final
Minha mãe já percebeu
Pelo estado do meu rosto
Eu não como, não sorrio
Mas, disfarço esse desgosto
Vou ter que buscar ajuda
Eu preciso, eu confesso
Não sei mais o que é sonhar
Da alegria, me despeço
E quem vai me ajudar?
Pois é esta a questão
Para este tratamento
Te que ouvir com o coração
Eu não olho pro relógio
O ponteiro se arrasta
Cada verso, uma lágrima
E a noite se afasta
Eu estou ficando louca
O tremor me desconcentra
Eu não tenho raciocínio
O calor e o frio aumentam
Já são quatro, no relógio
Poderia ser bem mais
Eu prefiro ver o dia
Já que a noite não refaz
Essas pálpebras pesadas
Se fechadas, tomo susto
Dá vontade de gritar
Vejo sombras, vejo vulto
O meu sonho é me curar
Desse jeito, não dá mais
Já cheguei em um buraco
Vou deixar tudo pra trás
Alegria Ilusória
De repente estava alegre
Enxergando tudo certo
Não importava se era frágil
Nem se era sempre lerdo
De repente eu era doce
Não existia o impossível
Mesmo que algo não fosse
Aparentemente incrível
De repente estava forte
Não sentia mais o frio
Não dependia da sorte
Eu andava sobre o rio
Só que as coisas são finitas
E o belo se acabou
De repente minha vida
Num piscar se tranformou
A tristeza em pergaminho
É você que não está mais
Deu-me a rosa com espinho
E feriu a minha paz
De repente estava amarga
Em meus lábios, só o féu
Ilusão ficou tão larga
Feito o infinito céu
De repente eu era o sono
Sem vontade de dormir
De repente esse abandono
Me fez não querer sorrir
Sua lança afiada
Foi riscando minha mente
De repente estava errada
Por te amar sinceramente
Enxergando tudo certo
Não importava se era frágil
Nem se era sempre lerdo
De repente eu era doce
Não existia o impossível
Mesmo que algo não fosse
Aparentemente incrível
De repente estava forte
Não sentia mais o frio
Não dependia da sorte
Eu andava sobre o rio
Só que as coisas são finitas
E o belo se acabou
De repente minha vida
Num piscar se tranformou
A tristeza em pergaminho
É você que não está mais
Deu-me a rosa com espinho
E feriu a minha paz
De repente estava amarga
Em meus lábios, só o féu
Ilusão ficou tão larga
Feito o infinito céu
De repente eu era o sono
Sem vontade de dormir
De repente esse abandono
Me fez não querer sorrir
Sua lança afiada
Foi riscando minha mente
De repente estava errada
Por te amar sinceramente
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Rimas Tortas
Rimas hábeis
Rimas chatas
Rimas frágeis
Rimas fracas
E são todas sobre você
Rimas bobas
Rimas tortas
Rimas tolas
Rimas mortas
Eu escrevo pra você ler
Rimas pobres
Rimas burras
Rimas podres
Rimas xulas
E são todas sobre você
Rimas mongas
Rimas frouxas
Rimas songas
Rimas loucas
Eu escrevo pra você ler
Rimas que não dizem nada
Rimas que me dizem tudo
Eu conheço o que você crê
Rimas que me mostram cada
Rima que me mostra o erro
Que foi gostar de você
Rimas chatas
Rimas frágeis
Rimas fracas
E são todas sobre você
Rimas bobas
Rimas tortas
Rimas tolas
Rimas mortas
Eu escrevo pra você ler
Rimas pobres
Rimas burras
Rimas podres
Rimas xulas
E são todas sobre você
Rimas mongas
Rimas frouxas
Rimas songas
Rimas loucas
Eu escrevo pra você ler
Rimas que não dizem nada
Rimas que me dizem tudo
Eu conheço o que você crê
Rimas que me mostram cada
Rima que me mostra o erro
Que foi gostar de você
Cappuccino
Eu quero uma poltrona
Pois, preciso relaxar
Do lado da lareira
Para o fogo me esquentar
Um filme interessante
Gosto de me emocionar
E aquele cappuccino
Na caneca cor âmbar
É simples, mas o mundo
Precisa, sim, pausar
Um pouco desta paz
Para a alma descansar
As vezes é difícil
E não dá para aceitar
Se o corpo perde as forças
É a hora de parar
Ontem me promoveram
Passei a gerenciar
Foi por dedicação
E, também, por me esforçar
Mas, nesse inverno frio
Quero, apenas, me entregar
Pro filme, pra caneca
E pro frio que quer me amar
Pois, preciso relaxar
Do lado da lareira
Para o fogo me esquentar
Um filme interessante
Gosto de me emocionar
E aquele cappuccino
Na caneca cor âmbar
É simples, mas o mundo
Precisa, sim, pausar
Um pouco desta paz
Para a alma descansar
As vezes é difícil
E não dá para aceitar
Se o corpo perde as forças
É a hora de parar
Ontem me promoveram
Passei a gerenciar
Foi por dedicação
E, também, por me esforçar
Mas, nesse inverno frio
Quero, apenas, me entregar
Pro filme, pra caneca
E pro frio que quer me amar
Horas Tão Caladas
O vinho que derrama sobre a mesa
Há muito não me faz embriagar
A minha liberdade estava presa
Há tanta coisa errada em cada andar!
Procuro documentos que comprovem
Que um dia você foi inteiro meu
Mas, a minha verdade não te envolve
Eu vou fingir que, apenas, se esqueceu
E vou de encontro ao vento, que revela
Um corpo que não quer se esquentar
Existe algum pedaço que completa
Mas, com certeza não quer completar
Um breve sentimento de piedade
Eu traduzi na sua imperfeição
Você quer esconder a realidade
Omite que eu já fui sua razão
Estanco o sangue que escorre da veia
A sua foice não dilacerou
Na mesa já estava posta a ceia
Mas, o convite não lhe interessou
Os acontecimentos ao redor
Despertam um certo desinteressar
Qualquer que seja o fato, o melhor
É a atitude de te odiar
Faz algum tempo que estou com sede
A água desta fonte já secou
E como um corpo sobre uma rede
A inércia, pelo amor, se apaixonou
Milésimos de horas tão caladas
Só resultaram em separação
Sobrevivência é tão almejada!
Quanto este ar, nesta situação
Tão claro, quanto a luz solar se mostra
Tão quente, quanto o fogo quer queimar
Alguns dias a mais era a esperança
Que hoje não tem pressa pra voltar
Despeço-me de tudo que te lembra
Pois, não mais me interessa navegar
Num mar revolto, que aos poucos aumenta
Essa certeza de me afogar
Há muito não me faz embriagar
A minha liberdade estava presa
Há tanta coisa errada em cada andar!
Procuro documentos que comprovem
Que um dia você foi inteiro meu
Mas, a minha verdade não te envolve
Eu vou fingir que, apenas, se esqueceu
E vou de encontro ao vento, que revela
Um corpo que não quer se esquentar
Existe algum pedaço que completa
Mas, com certeza não quer completar
Um breve sentimento de piedade
Eu traduzi na sua imperfeição
Você quer esconder a realidade
Omite que eu já fui sua razão
Estanco o sangue que escorre da veia
A sua foice não dilacerou
Na mesa já estava posta a ceia
Mas, o convite não lhe interessou
Os acontecimentos ao redor
Despertam um certo desinteressar
Qualquer que seja o fato, o melhor
É a atitude de te odiar
Faz algum tempo que estou com sede
A água desta fonte já secou
E como um corpo sobre uma rede
A inércia, pelo amor, se apaixonou
Milésimos de horas tão caladas
Só resultaram em separação
Sobrevivência é tão almejada!
Quanto este ar, nesta situação
Tão claro, quanto a luz solar se mostra
Tão quente, quanto o fogo quer queimar
Alguns dias a mais era a esperança
Que hoje não tem pressa pra voltar
Despeço-me de tudo que te lembra
Pois, não mais me interessa navegar
Num mar revolto, que aos poucos aumenta
Essa certeza de me afogar
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